quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Isao Sushi - Um japa "legítimo" na Liberdade

E voltamos com a segunda parte de nosso presente de aniversário do Vou no Japa, trazendo como prometido a resenha de um legítimo japa do bairro da Liberdade. E o escolhido para a tarefa foi o Isao, recomendado por vários leitores do blog. Vale destacar porém que o Isao é hoje um japa até "pop" e grande, ou seja, não estamos falando ainda de um daqueles micro restaurantes caricatos com a batchan japonesa que não fala português atendendo e menus em kanji indecifráveis para o não fluentes no nihongo (quem sabe  avaliamos um desses em breve? ;) )

Peculiaridades de um restaurante japonês tradicional: o Isao é bem diferente dos demais restaurantes japoneses que avaliamos até agora, seguindo um sistema mais comum entre os festivais orientais legítimos. Começa pela localização e fachada: no endereço citado se vê apenas uma pequena entrada lateral com uma  escada levando ao piso superior e um banner na parede indicando a existência do restaurante. Lembra aqueles consultórios de dentista estabelecidos em sobrelojas. Entretanto ao subirmos as escadas eis nosso espanto: Duas grandes alas no primeiro andar tomadas de mesas e pessoas se fartando de delícias japonesas. Um aviso: o Isao não faz reservas (nós tentamos), logo é bom chegar cedo pra garantir uma mesa bacana.

Segundo fato pitoresco: As mesas são de modo geral "grandes", ou seja, com vários lugares (4 pessoas ou mais) e é incentivado o compartilhamento entre elas. Quando chegamos nos ofereceram lugares junto a uma família de 4 pessoas sentadas à uma mesa de 6 lugares. Como fotografaríamos todos os pratos, casa, equipe, pensamos que acabaríamos os atrapalhando e desta forma escolhemos sentar ao balcão onde os pratos são preparados.

Terceiro fato pitoresco: apesar da equipe de modo geral não ter qualquer ascendência nipônica cada pedido feito por elas (em português, obviamente) aos sushimen é acompanhado por um sonoro, mas natural "Onegai" ("por favor"). Você vai ouvir muitos "Sashimi de salmão, onegai!"


 Quarto fato pitoresco: O festival segue o padrão buffet, ou seja, os pratos estão quase todos à disposição ao lado do balcão dos sushimen, com exceção dos Temakis, feitos a pedido (mas inclusos no festival). Felizmente graças ao movimento e alta rotatividade dos alimentos no buffet eles estão sempre frescos.

Inicialmente são trazidas as toalhinhas quentes (oshibori) para que possamos limpar as mãos antes de nos servir. E apesar do ambiente simplista a louça trazida realmente é de cerâmica e muito bem cuidada (sem trincos, quebras ou pintura gasta). Devidamente preparados seguimos ao buffet. E que buffet: ostras, shimeji, vegetais temperados e ao vapor, gohan, sushi e sashimi de todos os tipos, camarões, polvo, lula, mexilhões preparados de diversas formas e sem limite! Percebemos que o forte do Isao é a variedade de opções, sendo realmente difícil decidir o que experimentar primeiro.

Inicio com alguns vegetais e o destaque vai para o gengibre temperado e a acelga picante, ambos bastante saborosos e recomendados a quem aprecia paladares mais fortes. Sigo para os empanados e aqui o Isao brilha: A dupla de camarões empanados e a ostra empanada estão entre os melhores pratos quentes já experimentados em nossa jornada gastronômica até hoje. Mas não para por aí: estão à disposição anéis de lula, kani e mexilhões em versões vinagrete, empanado e tempurá, todos muito saborosos e as frituras bastante sequinhas. E pra quem é fão deste departamento ainda pode se deliciar com bolinhos de bacalhau e de kani, espetinhos de peixe (Sakaná).


Frutos do mar: Parto para as ostras, bastante frescas e saborosas, seguindo então para os mexilhões. Ambos altamente recomendados, sendo este segundo muito bem temperado.

Sashimi: peixe ultra fresco, Mais um ponto para Isao, uma característica da casa que informa jamais usar peixe congelado... e cumpre! Peixe prego bastante fresco também, sem o clássico "ranso" que este gera quando congelado. O atum é considerado um diferencial da casa e realmente estava bastante fresco e saboroso mas nesta categoria consideramos as variantes de salmão as mais recomendadas, em especial a com bordas levemente grelhadas, com cebolinha e os enroladinhos de salmão defumado. Polvo bastante fresco também porém em pedaços não uniformes, um pouco mais "molenga" que o habitual e com apresentação menos pomposa (empilhado em forma de iscas) que a dos demais peixes. 

Sushis: mais uma tarefa "árdua":  Isao se empenha em ter os mais variados tipos de sushi tradiconais e "criativos" em sua casa, entre eles o "São Paulo maki", um futomaki de dimensões invejáveis que segundo Isao "representa a grandeza desta cidade" em que se estabeleceu e resolveu homenagear. Esse maki ainda leva uma série de ingredientes que "representam a miscigenação de raças" na megalópole. Não foi fácil mas experimentamos cada um dos disponíveis (alguns citados no site já haviam acabado quando chegamos). E vamos aos experimentados.
  • Ovas: Isao usa muito ovas em suas criações, além de possuir a maior variedade de sushis de ovas de todos os restaurantes que já visitamos até o momento. Experimento cada um deles: os de ovas de arenque e de peixe voador são bem leves e recomendados aos curiosos e marujos de primeira viagem. O de ovas de arenque com wasabi é bem mais forte já que as ovas absorvem fortemente a "raiz forte" e é recomendado a todos que gostam de wasabi. Por fim experimento o exótico sushi de ovas de ouriço (uni) sob olhar receoso de minha companheira de blog. Ao contrário das ovas bem definidas dos demais peixes este sushi apresenta uma consistência similar a de uma geléia. Pessoalmente não gostei, mas recomendo a experiência pelo fator "único" aos mais fortes;
  • Niguiri: Podemos recomendar fortemente o ebi-niguiri (camarão) e o de mexilhão;  
  • Hossomaki: Bem variados e bem montados damos destaque ao "Spice Negui Torô", um sushi coberto com a parte mais gorda do atum (negui torô) e apimentado;
  • Futomaki: Aqui o destaque vai para o já citado "São Paulo". Lembra um california grande e desajeitado de pegar com o hashi mas bem saboroso, contendo entre os ingredientes não usuais nori,  kani (na vertical como um arranha-céu), negui torô e ovas;
  • Uramaki: Os sushis que consideramos os mais inspirados, com destaque para o de salmão à milanesa, o de negui torô com ovas e o salmão skin.
E quando achávamos que nossa missão estava cumprida eis que somos questionados quanto à sobremesa! Sim, o buffet ainda conta com frutas (laranja descascada cortada, melancia, abacaxi e ainda flan e banana caramelada. Quem ainda tiver um espacinho no estômago pode se fartar.

Veredicto: O Isao realmente é diferente. Inicialmente concebido como restaurante tradicional à la carte, adotou o sistema do festival há pouco menos de 10 anos, mantendo seus traços iniciais. Isso significa que o Isao é um restaurante destinado ao público que gosta de boa comida, com variedade e qualidade, porém em um ambiente simplista, ou seja, não é um restaurante elegante para levar e impressionar sua namorada e sim para se comer bem. O atendimento é muito simpático e prestativo e em vários momentos sugeriram os pratos que tínhamos de provar antes de ir embora (já sabendo que é quase impossível experiementar todos). O preço também não é barato (R$51,00 por pessoa sem bebidas inclusas), mas condizente com o que oferece, entrando provavelmente na lista do "não dá pra ir sempre" mas fica sendo uma excelente escolha em dias em que se quer comer muito bem. Em termos de variedade com qualidade, à vontade e preço fixo, o Isao é imbatível!

Equipe Vou no Japa



Dica: Quando visitarem o restaurante utilizem o estacionamento localizado ao lado do Isao (mesmo lado da rua) que é conveniado e possui desconto. Como isso não é informado no site acabamos parando em outro, o que tornou o preço da experiência toda um pouco mais salgado.

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Avaliação:

Preço:

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Sushi Isao - http://www.sushiisao.com.br/
Rua da Glória, 111 - Liberdade - São Paulo, SP
Tel.(11) 3105-7625

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ye´s Sushi e a versão canadense do rodízio japa...

Há um questão de um mês, estive em uma viagem de trabalho no Canadá... O país impressiona pela sua estrutura bem desenvolvida, povo cordial, grandes highways e qualidade de vida ímpar... Mas o objetivo desse post definitivamente não é detalhar esse tempo passado na gringolândia, mas sim relatar uma experiência que pode ficar como dica para quem for visitar a cidade de Kitchner, que fica há mais ou menos 45min - 1h de Toronto e quiser matar vontade de comer iguarias japonesas.

Todos os dias que saía para o escritório da matriz da empresa, passava na frente de um restaurante com cara de uma rede de fast food e uma placa que dizia "all you can eat". Era o Ye´s Sushi, um restaurante japonês com duas unidades na cidade e uma fama nas críticas locais de "lugar bom bonito e barato para se comer comida japonesa".

Investigando um pouco mais logo pude associar o "all you can eat" como uma versão gringa do amado conceito de rodízio no Brasil, isto é, vcê paga um valor fechado X e pode comer à vontade churrasco, pizza, comida japonesa e por aí vai! E esse aparente "milagre de preço" ganha mais dinheiro com você porque além do custo fixo da refeição os extras (refris, bebidas em geral, sobremesas, cafés e pratos à la carte) são bem mais caros, equilibrando as contas dos estabelecimentos que oferecem esse tipo de sistema.

Mas vamos ao que interessa, a crítica sobre o local...

Eu fui em uma das unidades menores, que ficava em um downtown entre outras lojas, bancos e demais estabelecimentos comerciais. A outra unidade ficava numa região mais híbrida entre residências e estabelecimentos comerciais. Logo na entrada você já recebe um cardápio onde constam mais de 100 itens com variações e quantidades para que você possa escolher em um formulário que fica na mesa.

O atendimento é um tanto quanto complexo já que a casa estava cheia e pelo que fiquei sabendo ela é habitualmente cheia mesmo então o serviço não é o melhor dos itens da casa. O sistema ali é levantou, passam com um carrinho para recolher sua louça e logo mais outra pessoa é encaminhada para sua mesa, num sistema meio fast food ou praça de alimentação em final de semana.

Um outro aspecto importante para nós que não somos nativos é que as atendentes de origem oriental tem um inglês um pouco embaralhado o que pode dificultar a comunicação em alguns momentos. Um ponto positivo é que apesar da casa cheia, elas tentam ser atenciosas quando passam na sua mesa e isso inclui tentar explicar como podem o cardápio e o funcionamento da casa.

Falando em funcionamento da casa, fica aqui mais uma curiosidade: apesar de ser liberado comer tudo o que você conseguir de pratos quentes, frios e mais sobremesa o sistema de casa tem tempo máximo de permanência de 1h45 minutos, depois desse prazo você não pode mais pedir itens da listinha que recebeu.

Bom, comentários sobre o local realizados, vamos falar sobre a parte mais interessante, a comida propriamente dita! =)

Assim como alguns rodízios mais populares aqui no Brasil, o Ye´s não tem com a sofisticação ou a variedade de peixes como seu maior trunfo: a dominância do cardápio é praticamente do salmão e do crab (que conhecemos aqui no país como Kani). Os pratos quentes são simpáticos mas bem mais gordurosos do que o que temos na terra brasilis. Uma surpresa boa porém, foi uma varição que eles ofereciam do missô shiro chamada de spicy sour soup (sopa picante azeda). Confesso que fiquei meio receosa de pedir, mas foi uma grata surpresa quando chegou à minha mesa: era um caldo bem temperado, com vegetais picadinhos e um sabor muito bom! Foi um dos pratos top da minha visita.

Outra surpresa agradável foram as pequenas bowls de salada: kani desfiado e salmão defumado estavam frescas e deliciosamente fartas, foi uma grata surpresa já que o foco da casa não é bem esse... Mas para os que não dispensam uma saladinha, essa é uma ótima oportunidade de " diminuir a culpa calórica" dos demais itens do cardápio.


No momento da escolha dos sushis um pequeno deslize: alguns deles tinham uns números ao lado e eu não percebi e de repente chegou em minha mesa uma quantidade absurda de sushis. A atendente percebeu meu erro, perguntou quais eu queria e em que quantidade e logo mais minha porção voltou corrigida.

Os sushis estavam bons no geral. A apresentação deles é mais simplória do que estamos acostumados no Brasil mesmo em rodízios mais fast food como Flying Sushi, mas no balanço geral o prato era honesto. O arroz estava em um ponto OK e os sushis bem montados, nada de unidades meio desmontando ou com jeito de que estavam prontas há horas antes de vir para minha mesa.

O que vale como dica para quem vai comer sushi fora do Brasil e principalmente Canadá e Estados Unidos é que eles costumam a utilizar o abacate como parte das criações (como por exemplo na foto à esquerda, a peça grande é um Tiger Roll que possui salmão por fora e recheio similar ao Califórnia com o acabate ao invés de manga). Para quem não é grande fã fica um ponto de atenção.

Outra questão que difere do nosso sistema e pode tirar a alegria de alguns visitantes é a restrição de sashimi a uma lâmina de salmão grande e somente isso! Esqueça aquele monte de salmão ali para você se acabar, o foco da casa são os sushis e o sashimi é apenas um "adendo" oferecido entre as várias atrações gastronômicas da casa.

Ao final, já entupida de tanto comer me deparei com dois sabores pitorescos de sorvete: chá verde e feijão (como aquele dos recheios de doces japoneses). Suspirei e pedi uma bola de cada um para provar e que grata surpresa: eles estavam ótimos! Se alguém for se aventurar por lá, lembrem-se de deixar espaço para o doce que vale a pena.

Fazendo um balanço geral pode-se dizer que é um restaurante honesto, sem grandes luxos mas que atende a vontade de comer comida japonesa em quantidades grandes e a um custo razoável para os padrões do país. O custo médio lá é de 25 dólares canadenses (pouco menos de R$ 50,00) o rodízio e mais uma coca cola. Se você for em mais pessoas pode cortar os custos de bebida com porções em jarra bem mais baratas ou praticamente "gratuitas" como a opção de jarra de água por mesa.

Enfim, vale como experiência para quem estiver de passagem pelo Canadá e estiver com vontade de comer comida japonesa com preço bom e quantidades fartas! Esperamos que tenham gostado do nosso primeiro post internacional e que inaugura nossa série de novidades nesse segundo ano de blog!


Avaliação:
Nota:
Preço:


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Ye´s Sushi Japanese Restaurant
103 King Street, West, Kitchener
Phone 519 568 7566
Dining Guide - Ye´s Sushi

sábado, 28 de novembro de 2009

Vou no Japa, Tanjoubi Omedetou!

Feliz Aniversário (誕生日おめでとう - Tanjoubi Omedetou) para o "Vou no Japa" que hoje completa seu primeiro ano!

Há 365 dias estávamos publicando neste espaço nosso primeiro post, convidando nossos futuros leitores a acompanhar as aventuras gastronômicas deste casal de origem nada nipônica pelos restaurantes "japa" de São Paulo.

Durante esses 12 meses muito ocorreu. Conhecemos restaurantes, pessoas, novos sabores e pratos, tivemos um hiato, retornamos (ainda que não com a velocidade que gostaríamos), recebemos elogios, críticas, sugestões, comentários, mensagens de apoio e até de cobrança pela demora nas resenhas e acreditem, curtimos CADA uma delas!

Fechamos este período acolhidos pelo carinho dos nossos leitores e felizes por ter ajudado a tornar o "momento japa" de muitos apreciadores mais gostosos.

E no já manjado esquema do "quem faz aniversário é a gente mas quem ganha o presente são vocês" preparamos duas resenhas para esta semana: a primeira é o já anunciado "Bônus" de uma experiência internacional em um japa Canadense! A segunda, seguindo pedidos de muitos, uma avaliação de um japa "roots" (leia-se no Bairro da Liberdade, a maior colônia japonesa do mundo fora do Japão)

Muito obrigado a todos, dos que nos acompanham desde o primeiro post até quem acaba de chegar. Sente-se à mesa, pegue um hashi e pode compartilhar do nosso bolo! A festa é de todos nós.

Equipe Vou no Japa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aoyama: hora de visitar um dos campeões em indicações

Sempre recebemos dicas dos visitantes do blog, pessoal das comunidades e do twitter de lugares para visitarmos, isso sem falar nos amigos próximos e nos internautas que nos enviam por e-mail verdadeiras "listas" com os restaurantes divididos até por perfil.

Em primeiro lugar nós agradecemos, avisamos que nós lemos todas as dicas e tentamos, na medida do possível, visitar a grande maioria dos lugares indicados. Por isso mesmo, chegou o momento de visitarmos o Aoyama, que figurava em várias indicações.

Fomos suficientemente corajosos e, em uma sexta-feira agradável, rumamos até Moema com um grupo de amigos para conhecer o local. Obviamente que era um desafio: o lugar estava bombando, lotado, mas conseguimos mesa após uma breve espera.

O lugar estava cheio, então se você é partidário de um jantar em paz, contemplativo e sem maiores agitações, pense antes de ir. Mesas "de galera", famílias e grupos de amigos são a sua maioria, com algumas mesas menores de casais pontuando o amplo salão.

Se por um lado o lugar estava lotado, o serviço não fez feio: impecável e rápido, não atrapalhou a performance da nossa mesa, composta por um grupo de pessoas "boas de garfo", ávidas por experimentar as delícias do local!

E logo chegaram os pratos quentes. Nesse aspecto ponto para o Aoyama, uma boa variedade deles e porções fartas! O camarão empanado veio imponente, mas consideramos ele um pouco "massudo", a surpresa boa da noite foi o ótimo sakekatsu (salmão empanado). Outra boa pedida foi o yakissoba de frutos do mar (porém com poucos frutos do mar, podiam ter dado uma "encorpada" no recheio).

Queridinho dos rodízios, o hot roll estava ótimo e arrancou elogios de todos do nosso grupo, uma repetição dessa iguarua foi solicitada na seqüência. Por fim, uma curiosidade que foi "estranhada" pelo grupo, mas agradou também foi o "tepan de picanha" que estava muito bom e venceu os preconceitos iniciais!

Depois da overdose dos pratos quentes, finalmente nos esbaldamos nos sushis e sashimis e aqui fica uma boa notícia para aqueles que gostam de polvo: no Aoyama o rodízio inclui sushis de polvo, a falha fica por conta da ausência desse peixe no sashimi. Passada essa pequena "decepção" começaram a chegar as iguarias.

O temaki fez bonito, nada de alga chiclete mas sim crocante, bem recheado e montado, um tamanho bom e entregue na mesa logo após o pedido. Ponto pro Aoyama!

O combinado veio bem equilibrado, com varidade, sushis bem montados e algumas novidades em relação aos concorrentes como o jyo com cobertura de shimeji. Para os mais puristas já fica o aviso que as "estrelas da casa" são os sushis mais inovadores como skin, algumas variedades com cream cheese e morangos. Portanto se você for mais da "linha tradicional", lembre-se de pedir para o garçon trazer os mais clássicos como niguiris, uramakis etc.

O atum, que é outro ponto que normalmente pode trazer boas ou más lembranças aos visitantes de restaurantes japoneses, também passou com louvor na avaliação: nada de gosto de congelado ou fatias cortadas grossas demais!

Acabado o jantar o veredicto: apesar de lotado, serviço foi muito bom, o rodízio é bem servido, no geral os itens pedidos foram classificados como muito bons e acima da expectativa.

O que vale lembrar é que trata-se de rodízio de custo médio para alto, então se você quer pagar e ter um ambiente mais tranquilo, o Aoyama pode não ser a melhor opção. Na mesma linha dele você terá por exemplo o Koban e o Kawa com seus rodízios premium na mesma faixa de preço e com alguns itens a mais.

De qualquer forma o Aoyama é uma boa escolha para quem quer comer bem, juntar um pessoal para um jantar ou almoço casual entre amigos e contar com comida japonesa farta e que atenda tanto os mais puristas como os fãs das variações ocidentais. Quem quiser conferir mais fotos do local e dos pratos, visite nosso álbum no Picasa.

Para se ter uma noção de preços (consulta na unidade moema), o almoço tem o menu executivo por R$ 28,90 e o rodízio completo por R$ 39,90 de segunda à sexta. Já o preço para jantar é de R$ 45,90 de segunda à segunda (incluindo feriados).

Avaliação:
Nota:

Preço:

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Aoyama
http://www.restauranteaoyama.com.br/

Moema
(unidade que visitamos)
Rua Arapanés, 532
11 - 50527732

Itaim
R. Dr. Mário Ferraz, 465
11 - 31688011

Higienópolis
Praça Villaboim
11 - 36662087

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Tadashii - o "rodízio arte"

Para celebrar nosso retorno vamos sair de nossa já conhecida área de atuação em Moema e Vila Madalena para visitar um rodízio japa no Morumbi, nosso novo lar! O escolhido foi o Tadashii, uma indicação da nossa leitora Renata Serra, moradora da região e praticamente nossa vizinha. Muito obrigado, Renata!
Primeiramente vale o comentário pitoresco: pra quem assistiu o filme "Stargate" e ficou curioso é só visitar o bairro que tem vários portais desses. Basta uma rua errada que somem os prédios e o cenário de Beverly Hills e vocês está no cenário de "A bruxa de Blair". Outra rua errada e você está num desses filmes de crime no Bronx. Depois bem... não tive coragem de errar mais uma rua! Brincadeiras à parte é maravilhoso voltar a ter árvores e natureza por todos os lados, além do privilégio de morar num parque :)

Com a instruções na mão vamos ao Tadashii! Como somos aventureiros fomos à noite e é impressionante que na rua do restaurante não existe mais nada, com exceção de uma padaria, já fechada devido ao horário, na esquina. Meio receosos passamos mais devagar em frente ao restaurante e é como ver um oásis no meio do nada, com arquitetura moderna e valet na porta (aos que não quiserem pagar é possível parar na rua, tem bastante espaço).

Adentramos o local: Instalações imponentes, muito bem decoradas com direito à ponte e laguinho na entrada. Hostess bastante simpática e atenciosa e várias opções de ambientes, incluindo mezanino, mesas internas e jardim. Com a nova lei antitabagista nos sentimos seguros em escolher o último sem sermos engolidos pela fumaça.

O Tadashii trabalha com sistemas a la carte e rodízio, sendo o segundo disponível em duas versões: padrão e do chef. Optamos novamente pela segunda opção. O rodízio do chef permite que praticamente qualquer prato servido seja repetido múltiplas vezes (com exceção das ostras, que possuem limite de 3 unidades por pessoa) além de contemplar pratos premium como sashimi de polvo e sushis flambados ou ainda exóticos como os sushis de ovas e sashimi de bebê enguia ao molho de maracujá. Além disso inclui várias opções de sobremesa, entre elas o harumaki de chocolate ou tempurá de sorvete. O rodízio padrão permite repetições igualmente à vontade mas não inclui polvo, ovas, flambados, ostras e enguia. Toda essa sortitude de opções porém vem acompanhada de um preço condizente: R$46 pelo rodízio padrão e R$51 pela opção do chef. O Tadashii não é um rodízio barato e nos caberá dizer se o investimento vale a pena.

Iniciamos a seção gastronômica. Já nos impressiona bem a louça com aparência de nova e limpa disposta sobre a mesa, personalizada pelo símbolo do restaurante (será uma cerejeira?)

A garçonete bastante cortez nos oferece toda a gama (que não é pouca) de pratos de entrada. Corajosos, pedimos tudo, com exceção do misoshiru e tempurá. E começam a chegar os pratos: carpaccio de salmão muito bem temperado, corte na medida certa (não muito fino), lula vinagrete bem servida, temperada e com sabor de que realmente "curtiu" no molho, lula e camarão empanados bem sequinhos e shimeji no papel alumínio muito bom mas um pouco forte no sakê. Chegam então as guiozas, bem temperadas mas feitas no vapor. Uma opção mais tradicional e saudável mas que pode não agradar a todos. A massa estava também um pouco dura, dando a impresão que não coziu o suficiente. O harumaki achamos um pouco "massudo" e com pouco recheio. Pra finalizar essa fase chegam as ostras e mexilhões, 2 unidades de cada para cada um de nós, acompanhadas de limão cortado. Todos aprovados, bem fresquinhos e saborosos.

Outro ponto positivo, como colocado em outras avaliações anteriores foi a variedade de bebidas, tendo o estabelecimento disponível chá verde com laranja e gengibre ("Feel Good") que nós achamos ideal para acompanhar um bom rodízio japa.

Na sequência chegam hot rolls com cobertura de salmão picado e 4 unidades de uramakis de salmão em chamas. O sabor do flambado é bastante característico e mescla um pouco do salmão defumado com o sabor da bebida vaporizada (Curaçau Blue). Recomendados!

E continuamos a jornada chamando temaki de salmão (sem maionese, apenas com cebolinha) e a primeira tábua. Aqui a única falha que consideramos GRAVE em toda a experiência: o peixe branco é tilápia, um peixe menos nobre e menos apropriado ao sushi que o agulhão ou o peixe-prego. Se acreditam quea tilápia tem saída e público (como acredito que tenha, ou não serviriam) fica como sugestão seguir o exemplo do Kawa, já avaliado anteriormente, que disponibiliza as duas opções. Não abatidos pela notícia pedimos a tábua com sashimi e variações de sushi com salmão, ovas, camarão e polvo, desconsiderando o peixe branco. O atum resolvemos não experimentar essa noite.

Chega a primeira tábua e... ponto pro Tadashii! Sushis muito bem feitos, originais e bastantes generosos, com sashimi de polvo e salmão em abundância e sushis diversos. Aqui consideramos uma obra de arte o enrolado de camarão empanado e salmão. Simplesmente espetacular. Além desse também aconselhamos o "acelgamaki" (preparado diferente de outros restaurantes que visitamos). Chega o temaki, muito bom, com alga crocante e mescla de salmão e arroz até o fundo do cone!

Para a segunda tábua pedimos repetição dos itens aconselhados anteriormente, adicionando ebinigiri (sushi de gohan e camarão) e sushi de polvo com salmão. Pode adicionar estes também à sua lista também que valem muito a pena!

Por fim partimos para os exóticos: que venham o uramaki de ovas e a enguia! Começamos pelas ovas: sushi saboroso, porém nada excepcional. As ovas não possuem gosto pronunciado, apenas consistência diferente, dando a impressão que está se comendo centenas de microbolinhas de gelatina junto com o sushi. Sensação interessante mas não vale a pena se fartar deles. Finalizamos com o bebê enguia. Aqui ocorre a luta contra alguns tabus: primeiramente a excentricidade de comer enguia, um peixe, diga-se de passagem, bastante "feio". Segundo, são "bebês" enguia, o que joga mais ainda contra o prato. Mas fazer o quê, estamos aqui para experimentar e dar nosso parecer e lá vamos nós saborear a enguia no maracujá. 1, 2 e.... acreditem ou não é bem gostoso. A carne é bastante tenra, cortada longitudinal o que lembra um pouco kani fatiado. O molho de maracujá oferece uma quebra interessante e suavisa ainda mais o sabor além de dar uma quebrada na overdose de sal do shoyu consumido até agora. Vale pela experiência. Alguns mais fracos de estômago porém acredito que não conseguirão vencer o preconceito...

Para encerrar a noite chamamos a sobremesa. A escolha foi o curioso "tempurá de sorvete", bastante acertada por sinal. Imagine sorvete super gelado de creme envolto em uma casca crocante frita, sobre farofa doce. Sim, é tão bom quanto parece!

Veredito: Tiramos o chapéu para o Tadashii, que nesta avaliação levou a equipe do Vou no Japa a novos patamares gastronômicos. Com instalações agradáveis, bom serviço, excelente comida, repetições liberadas, pratos criativos, exóticos e bem preparados e sobremesa "gourmet" que sai do status de "brinde pós jantar" consegue se igualar em qualidade e ultrapassar em outros quesitos os top avaliados do Vou no Japa até o momento. Isso tudo porém tem um preço condizente, que consideramos razoável frente ao que recebemos, mas pode impedir que o Tadashii se torne o japa de "sempre".

Na saída ainda pudemos conversar com o simpático Samuel que nos convidou para o evento de culinária Japonesa e Vinho no dia 24/08/09 mas que infelizmente não poderemos ir. De qualquer forma fica a dica. Quem tiver interesse pode fechar a reserva diretamente com ele pelo tel. (11) 7881-9079. Depois nos contem se valeu a pena! ;)


Equipe Vou no Japa

Avaliação:
Nota:
Preço:

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Tadashii - http://www.tadashii.com.br
Rua Jamanari, 40 Panamby - SP
Tel.(11) 2579-7777

E finalmente ... o retorno

Àqueles que têm nos cobrado o retorno do blog trazemos boas notícias. Primeiramente: não abandonamos o blog, que aliás se tornou uma extensão do nosso hobby gastronômico. Por motivos pessoais diversos que consumiram bastante nosso tempo nos últimos meses acabamos diminuindo bastante nossas idas a novos restaurantes, mas felizmente estamos de volta! Segundo: para compensar esse vazio já deixamos engatilhadas as resenhas de vários novos restaurantes japa, logo voltaremos a ter uma certa frequência de postagem. Agradecemos o apoio de todos os leitores que mesmo durante o longo período não deixaram de nos visitar, tampouco cobrar novos posts!

Obrigado a todos e estamos de volta, com fome e hashi na mão!

Equipe Vou no Japa

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Nagoya Sushi, básico numa região de muitos concorrentes

Em um dia que não pretendíamos sair para jantar, a preguiça imperou e resolvemos dar uma volta no eixo Vila Madalena-Pinheiros para comer algo... Era aproximadamente meia noite o que já diminuia bastante algumas opções...

A idéia original foi jantar no Hamburguinho, mas aí resolvemos experimentar um dentre os vários restaurantes japoneses que compõe a Rua dos Pinheiros. O escolhido da noite foi o Nagoya Sushi, que apresentou-se como uma opção OK, mas nada outstanding como se pode esperar em um restaurante quando se tem vários restaurantes concorrentes tão próximos um do outro.

Então vamos lá à avaliação: apesar do horário fomos muito bem atendidos, em nenhum momento rolou forçação de barra pra corrermos ou alguém veio com o famoso "a cozinha vai fechar, você quer mais alguma coisa?". Um outro aspecto positivo é que o atendente foi muito solícito e o tempo todo nos alertou da possibilidade de poder repetir o que quiséssemos sem restrições (ponto a favor já que a maioria dos restaurantes não tem o hábito de fomentar a repetição!).

O começo foi meio triste: o primeiro shimeji chegou frio.. Felizmente quando pedimos a repetição ela chegou quentinham apagando boa parte do mal recall inicial de nossas mentes. Na sequencia veio a guioza pequena e sem harumaki que normalmente costuma a acompanhar no rodízio... Momento de um pouco da sensação de "ihhh será que erramos na escolha?".

Frente às experiências anteriores, esperamos o temaki com baixas expectativas, mas ele veio bom: bem montado, com crocância e gostoso! Logo mais chegaram os sushis e sashimis salmão muito bom,atum bom e peixe branco ruim. Vale mencionar que hot roll 1a tabua veio meio desmantelado, o que na nossa mente já "um pouco traumatizada" soou como um certo desleixo que, em partes, perdoamos pelo horário...

No quesito sushi ainda vale mencionar que a tábua era bem era tropicalizda, o que é bom para não iniciados (isso significa que tínhamos sushi com goiabada, maionese etc) mas frustra aqueles que gostam da linha mais tradicional ou no máximo um pouco fusion (na linha do "ok um pouco de cream cheese até é perdoável).

O rodízio incluía sobremesa que tornou a noite mais doce se foi a boa surpresa da noite: o sorvete era gostoso e bem servido!

Enfim, no conjunto da obra o Nagoya não fez totalmente feio mas atendeu fracamente ao que se propôs. O que fica aqui como crítica é que, num lugar com tanta concorrência, alguns detalhes que mencionamos não deveriam passar batidos pelos administradores da casa!

Avaliação:
Nota:
Preço:

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Nagoya Sushi
http://www.nagoyasushi.com.br/
Rua dos Pinheiros 573
Fone 3063-5713

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sushi Shima, bom custoxbenefício em ambiente familiar

Numa rua tranquila no bairro da minha irmã tem um japa que sempre que eu passava me intrigava: seria lá um daqueles restaurantes tradicionais? Será que era daqueles rodízios tipo "fast food", será que o salão deles era pequeno? Bom, um dia desses eu e a irmã em questão resolvemos experimentar e gostamos. Por conta disso, propus ao meu parceiro de avaliação de restaurantes uma visita ao estabelecimento e aí vai nosso veredicto!

Em primeiro lugar, esqueça a badalação de alguns restaurantes como Koban ou Aoyama... O que impera no Shima, localizado na região de Perdizes, é o clima de bairro: casais, famílias com crianças ou carrinho de bebê e amigos compõe majoritariamente o público da casa...

Embora possa se pensar que isso torna o lugar barulhento e intransitável, já aviso aos mais pessimistas que esse medo não procede: como a casa é bem ampla e espaçosa com ambientes mais fechados e abertos, a convivência torna-se pacífica e o barulho se dispersa, permitindo assim uma refeição agradável e sem maiores transtornos...

Bom, agora que falamos de espaço, vamos ao que interessa: as iguarias japa !!! :)

Ao contrário de muitos rodízios que matam as famosas toalhinhas quentes de limpar a mão, aqui elas estão presentes o que - para a equipe Vou no Japa - já dá pontos positivos ao restaurante.
Um outro fato que marca positivamente é a rapidez com que os pratos chegam à mesa. Confesso que, por vezes, temíamos não dar conta do que começava chegar antes que esfriasse. Shimeji muito bom, rolinho primavera e tempurá bons. Pra quem curte esses itens a boa notícia é que, além de bem servidos, todos os itens são incluídos na repetição !!!

O quesito temaki também não decepcionou: peça com bom tamanho e super recheada (para quem repara o salmão estava presente praticamente até o fim do cone). A crocância da alga variou: em alguns momentos ela chegou crocante e numa das repetições ela já veio mais mole, mas felizmente sem o "efeito borracha" comum aos temakis de rodízio.

No quesito sushi e sashimi eles também não fizeram feio... Bastante variedade, tábua bem servida. Vale aqui destaque para o salmão que estava impecavelmente fresco. O atum também estava muito bom, porém em uma das repetições alguém comentou que aquela partida, especificamente, estava um pouco com gosto de "peixe congelado". O peixe branco não foi unanimidade na mesa afinal, como na maioria dos restaurantes, o peixe que acabam servindo é daqueles de água doce que acaba deixando gosto demais presente na boca mesmo com toneladas de shoyo.
E, para alegria das formigas de plantão aqui eles tem uma sobremesa: sorvete de creme com calda à sua escolha. Gostoso e ideal pra fechar o jantar com chave de ouro!

Na avaliação geral, recomendamos o Sushi Shima pelo ótimo custoxbenefício (R$ 26,00 almoço e R$ 30,00 jantar), pelas várias unidades (quem experimentar outros endereços, nos enviem suas impressões por e-mail) e pelo conjunto da obra (serviço bom e atencioso, boa parte quente com repetição e sushis e sashimis bem gostosos).

Avaliação:


Nota:
Preço:


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Sushi Shima
http://www.sushishima.com.br/
Rua Iperoig 363 - Perdizes
Telefone: 3862-9976

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Yatta!

E mesmo com o hiato de quase três semanas de inatividade continuamos a receber visitas e pessoas cobrando atualizações!

Muito obrigado pelo apoio e por continuarem a nos acompanhar em nossas aventuras gastronômicas. E com essa força continuaremos fazendo desse espaço um lugar comum para dividir experiências!

Muito obrigado!

Equipe Vou no Japa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um breve hiato no blog... a explicação oficial

Caros visitantes, nós não paramos o blog ou sumimos não!

Muito pelo contrário: aproveitamos para visitar novos restaurantes para avaliar aqui como vocês verão nos próximos posts...

Apenas tivemos aí umas semanas de hiato por conta da minha mudança de casa e de alguns compromissos do meu parceiro de blog.

Pedimos desculpas pelo "sumiço" e presenteamos vocês com novas avaliações de restaurantes!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Yoshi! Um japa na roça... e com estirpe!

Sim, as férias foram boas, obrigado! Aos mais curiosos, passamos o Reveillon longe do litoral agitado paulista e das baladas nordestinas e bem próximos à natureza, na simpática cidade de São Franscisco Xavier, interior de SP. Aliás é lá que a aventura gastronômica de hoje acontece! Acreditem ou não, apesar de viver do turismo a cidade incrivelmente pacata não possui qualquer tradição ligada à atividade em questão, com exceção de poucos restaurantes mais "hype" e umas duas lojinhas de souvenirs. O segundo fato interessante é que devido ao baixo movimento natural nestes restaurantes, parte deles NÃO funciona durante a semana. Isso mesmo, quer comer lá agende o fim de semana!

O restaurante Yoshi não foge a esta regra, aberto apenas sábado e domingo, conta com pratos da cozinha asiática, englobando culinária japonesa, chinesa e, principalmente, coreana, todos preparados pelo chef Thompson Lee (foto ao lado, à esquerda), docente do curso de gastronomia nas faculdades Anhembi Morumbi e SENAC e proprietário do restaurante. Aliás essa outra profissão de Thompson ajuda a explicar também porque o Yoshi não abre durante a semana!
Ao chegar fomos recebidas pela própria mulher de Thompson, Geisa, que recepciona os clientes e comanda as garçonetes do local. Ao perguntar sobre "como funciona" o restaurante recebemos como resposta: "infelizmente não temos rodízio porque é complexo chegar até aqui com a quantidade de peixe fresco necessário". Achamos curioso por sequer termos inferido o sistema de rodízio, ou seja, devem perguntar muito se o restaurante possui esta opção!

Descartada a opção rodízio, investigamos o menu. Pratos com nomes curiosos e descrições apetitosas. Uma olhada nos preços e então caiu a ficha o porquê da pergunta do rodízio. O Yoshi não é um restaurante barato, em especial para os padrões de São Francisco Xavier.
Optamos por iniciar com o shitake, típico da região.

Serviço bastante lento para padrões paulistanos de avaliação e quando somos atendidos, surpresa: o fornecedor não havia entregue o shitake, assim tivemos de mudar o pedido para o shimeji. Lembrando, estamos no meio da "roça". Chega o shimeji, na chapa quente e acompanhado de batata palha sequinha. Além disso muito bem temperado e saboroso. A espera havia valido a pena!
Para acelerar o processo (já que percebemos que os pratos iam demorar mesmo) já solicitamos os pratos principais no momento da entrega do shimeji, optando pelo Tonkatsu (lombo de porco empanado acompanhado de arroz, salada e um molho bastante apimentado) e pelo Seichuan Beef (porção de carne refogada em molho picante acompanhado de legumes e arroz).

Chega o Tonkatsu: Porção generosa de lombo empanado bem sequinho, acompanhado de gohan coberto com gergelim e uma tigela com o molho picante. Realmente muito bom, carne bem saborosa molho bastante picante. Apesar de ser um apreciador de culinária mais "quente" advirto os menos tolerantes a solicitar a versão mais "light" oferecida pró-ativamente quando se pede o prato. E o gohan e a salda, mais insosos são excelentes acompanhamentos para a carne empanada e envolta no molho picante. É um dos pratos que se sente pena quando acaba!

E para quem não é grande fã de lombo ainda a opção do Chickenkatsu, preparado da mesma maneira, mas usando carne de frango. O casal que conhecemos na pousada optou por este (com o molho mais "light") e também aprovou. Aliás Wilson, sua sugestão de japa está anotada!
Chega em seguida então o Seichuan Beef, lembrando um yakissoba sem o macarrão e acompanhado novamente de gohan. Inicialmente não acreditamos que o prato se igualaria ao seu antecessor, mas felizmente logo Thompson provou que estávamos enganados. Prato novamente "quente", carne macia mas firme e ao ponto, legumes bem escolhidos para harmonizar o prato, contando inclusive com mini-milho, pouco usual! O acompanhamento com o gohan, menos temperado, torna o prato mais leve e contrasta os dois estilos. Apesar de caprichado conseguimos matar esta iguaria por inteiro também!

Já satisfeitos criamos coragem e topamos dar uma olhada no menu de sobremesas. Infelizmente a escolhida também estava em falta no dia.

Nosso veredicto: Culinária asiática de primeira linha e ambiente super agradável. O atendimento, apesar de bastante lento (lembre-se, estamos em São Francisco Xavier) se deve também ao preparo artesanal de cada prato, ou seja, não podemos comparar com a linha de produção dos rodízios tradicionais. A crítica principal aqui fica à falta de algumas opções do cardápido que podem decepcionar, como ocorreu com a gente.

Ainda assim o Yoshi é parada obrigatória para quem vai a São Francisco Xavier. E de qualquer modo a simpatia do casal Thompson e Geisa fazem valer a visita!



Avaliação:
Nota:
Preço:


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Restaurante Yoshi
R. XV de Novembro, São Francisco Xavier, São José dos Campos - SP
(não tem como errar, é praticamente a única rua da cidade!)