quinta-feira, 1 de março de 2012

A história do sushi

Video espetacular do pessoal do Bamboo Sushi contamdo um pouco da história de como o sushi chega até sua mesa (e como deveria chegar de forma mais sustentável).

Vale não só pela mensagem, mas também pela beleza do vídeo. Um trabalho de 7 meses incluindo a confecção das miniaturas e filmagem para pessoas como eu e você, amantes das iguarias nipônicas. Pegue seu saquinho de pipoca ou temaki e boa sessão!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Feliz dia do Sushi!

No primeiro dia do mês de Novembro se comemora no Japão o tradicional "Dia do Sushi", uma data criada há pouco mais de dez anos para homenagear o seu prato mais típico e também o mais apreciado internacionalmente.

A associação nacional americana do Sushi defende que este dia na América tem como principal objetivo celebrar o prato mas também tornar cada vez mais conhecida a cultura japonesa, incluindo sua culinária em terras ocidentais. Considerando que temos no Brasil a maior colônia japonesa fora do Japão a data cai em desuso já que demais festivais japoneses acabam sendo comemorados pela comunidade Nikkei com muito mais veêmencia que esta data comemorativa.


Nós entretanto podemos criar um segundo uso e devolver a merecida importância à data. Como o Halloween também está se tornando um data de pretexto para festas aqui no país o dia do sushi, imediatamente posterior, se torna o dia de comer sushi, um alimento leve e saudável, para curar a ressaca e abusos de doces da festa de dia das bruxas!


Bora festejar o dia do sushi?


Equipe Vou no Japa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Segredo compartilhado: Shimeji dos restaurantes japas

É inegável que o shimeji na manteiga é um grande sucesso nos rodízios. Apesar de sofrer algumas variações de restaurante para restaurante, ganhando como companhia shitake, lulas ou camarões, em geral a base de shoyo e manteiga se mantém em todas receitas.

Normalmente servido em um tepan ou embrulhado em alumínio, a grande queixa dos nossos visitantes e frequentadores em geral é que alguns estabelecimentos servem diminutas porções ou ainda restringem repetições. E aí fica o famoso gosto de "queria mais" para aqueles que são fãs desse delicioso cogumelo.

Para ajudar nossos visitantes, resolvemos compartilhar com vocês a receita-base do Shimeji na manteiga. Com a receita em mãos, vale fazer um monte para matar vontade, chamar os amigos para impressionar com a receita, inventar variações enfim... cada um vai poder aproveitar como achar melhor.

A receita vem diretamente do True Happy Nest", blog da mãe da Stella que traz uma série de receitas sempre explicadinhas e acompanhadas do passo a passo com fotos para ninguém errar a mão. Nesse post que indicamos, ela cede a cozinha para o marido que compartilha todos os segredos para que o seu shimeji na manteiga saia direitinho em míseros 10 minutinhos! :)

Aqui vamos postar os ingredientes e modo de fazer, mas se quiser ver no detalhe e acompanhar para ver se a sua própria receita está saindo certinha, vale seguir as orientações aqui!

Ingredientes:
200 gramas de cogumelo shimeji
50 gramas de manteiga sem sal
2 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
1 pitada de glutamato monossódico
Modo de fazer:
Separe os ingredientes

Preparo:
O shimeji é vendido em bandejinhas, na forma de um bloco compacto de pequenos cogumelos. Separe em tufos e lave em água corrente.Escorra bem e reserve. Coloque a manteiga em uma wok, ou em uma panela comum. Leve ao fogo e deixe derreter. Quando a manteiga estiver totalmente deretida junte o shimeji limpo e escorrido. Quando a manteiga estiver totalmente deretida junte o shimeji limpo e escorrido. Misture bem e deixe refogar de 2 a 3 minutos. Misture e junte o shoyu. Misture novamente. A seguir adicione uma pitada de glutamato monossódico. Misture delicadamente, refogue mais 1 minuto e desligue o fogo.Tempo total de preparo da receita: 10 minutos.

Para os fãs de shimeji de plantão, ficam aqui ainda algumas dicas e curiosidades:

  • Os deliciosos cogumelinhos possuem duas versões que são mais comuns no mercado, o shimeji branco e o shimeji preto. Apesar da diferença de coloração e um pouco na textura (o branco é mais macio e o preto mais durinho), ambas servem para a confecção da receita;
  • Em geral os restaurantes costumam a adotar a versão branca do shimeji. Isso em parte se deve ao preço mais camarada que ela oferece, principalmente se você for comprar na Liberdade. A diferença pode ser de até 30% de preço em relação ao shimeji preto. Já em alguns atacadistas como o Makro, por exemplo, os preços se invertem e a versão escura do cogumelo vale mais a pena;
  • Ainda falando em compra, o preço das bandejas de 200g pode variar - e muito - dependendo de onde se compra. Em geral, nos grandes mercados essas bandejas variam entre 8 até 12 reais enquanto em atacadistas e na Liberdade varia entre 6 e 8;
  • Se você estiver de dieta, o shimeji é uma boa opção pelas calorias reduzidas. Porções médias tem algo entre 13 e 20 calorias (obviamente sem a manteiga e shoyo). Porém, você pode usar shoyo light e substituir a manteiga por um pouco de azeite e o resultado ficará bem parecido e as calorias bem menores;
  • O shimeji é tão querido que tem até alguns tópicos na Wikipédia. Vale espiar para saber mais sobre a origem, como se cria e quais suas variações.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bentô e as deliciosas memórias de infância...

Já falamos aqui sobre as famosas marmitinhas japonesas, também conhecidas como bentôs. Esse tipo de prato é o nosso equivalente à boa e velha marmita, obviamente adaptado ao gosto da comunidade nipônica, servido em menores porções e mais equilibrado, ou melhor, leve do que o nosso arroz, feijão e mistura! ;)

Se já falamos desse assunto, pode soar estranho eu voltar a repetir o tema, mas existe uma razão para isso... Lembram quando falamos de viagens? Pois bem, o Chile esteve entre nossos destinos durante o sabático aqui do blog. E coincidentemente tenho uma viagem para o mesmo país programada para as próximas semanas. Isso me fez lembrar do último bentô que comi, uma deliciosa experiência em um restaurante japonês super tradicional por lá, o Shoogun (como o site deles não estava funcionando, deixei o TripAdvisor como referência).

Na primeira vez que fui lá, em uma viagem de negócios, estava em um grupo que era o único não oriental no restaurante. Por se tratar de um lugar mais parecido com os que encontra na Liberdade, ele é frequentado majoritariamente pela colônia e com alguns aventureiros (como eu que já fui 2x) comendo por lá!

Prepare seu bolso porque o lugar está longe de ser barato. Porém o ambiente, serviço atencioso e cordial, além da apresentação dos pratos e, claro, saber te faz sentir que valeu cada centavinho investido. E, falando em apresentação, no dia em que fui acompanhada do Rodrigo, resolvi matar vontade de uma delícia que me remetia à infância e ao post de hoje: o bentô.

Chegou servido em uma tradicional "marmita japa" contando com sushi, sashimi, tepan e os empanadinhos, tudo como manda o figurino. Nem preciso falar que estavam todos deliciosos!

E foi impossível não voltar aos meus 7,8 aninhos, morando em São Bernardo com meus pais, encantada com o momento no qual meu pai voltava do varejão onde ia religiosamente aos domingos depois de fazer a feira da casa: além dos legumes e verduras, vinham sempre com ele saquinhos de mupy com canudinhos vermelho e branco (quem foi criança na década de 80 deve lembrar com certeza) e ele, o bentô.

Era uma farra: enquanto guardávamos as compras recém chegadas, dividíamos os itens do bentô como verdadeiras iguarias. Quantas vezes não "lutei" com minha irmã por um pedacinho maior do bifinho empanado? Ou cedi o sushi de ovo porque era o preferido da minha mãe? Ah, a infância com seus cheiros e sabores, que época deliciosa... :)

Memórias pueris à parte, se você estiver ou for à Santiago, não se esqueça desse nome. Vale bastante a pena fazer uma visita ao local e apreciar a tradicional culinária japonesa feita com os peixes fresquinhos e variados do Chile.

domingo, 10 de julho de 2011

Rodízio japonês em Amsterdan? Opa, nós achamos! :)

Conforme já comentamos, o último ano em que ficamos ausentes por aqui foi marcado por algumas viagens também... e logicamente vamos compartilhar aqui algumas dicas de japas perdidos pelo mundo que encontramos também!

A dica desse post vem para mostrar que não é só por aqui que temos a oportunidade de comer iguarias japas até não aguentar mais nos rodízios. Lembram de quando analisamos uma versão de rodízio canadense (se não lembra é esse post aqui). Pois bem, encontramos uma versão similar em nossas andanças por Amsterdan, o Kyoto Café! \o/

Assim como a experiência canadense, esse restaurante gringo se enquadra na modalidade do "all you can eat", isto é, você recebe um cardápio com fotos e escolhe o que quer e quanto quer de cada coisa que você pedir. Essa idéia do cardápio com fotos reais bem que podia pegar aqui no Brasil, não é? Ia ser ótimo para escolhermos com mais certeza o que queremos!

Com preço variando de 21 euros a versão básica e 26 euros a deluxe (que realmente só compensa se você estiver com muuuita fome). Apesar da velha máxima para quem está viajando do "quem converte, não se diverte", o preço não era nada proibitivo se você pensar no que paga em média num rodízio brazuca!

O rodízio conta com uma infinidade de pratos quentes, muito além do que estamos habituados nos rodízios por aqui. Além dos básicos como tempurá, harumaki e guioza, havia uma série de grelhados, saladas, empanados e coisas típicas como tofu e edamame - aqueles grãos de soja que vem na vagem verdinha, super comuns em entradas em izakaias - só para citar algumas das opções do all you can eat simples. Em sua versão mais luxuosa, ostras, codornas e mais uma série de sabores exóticos compunham essa ala de pratos.

No quesito sashimis e sushis, o rodízio também não fez feio: além do salmão e atum, também estavam presentes lá camarões, polvo, peixe branco e uma iguaria da culinária holandesa: o macraw (que nas memórias de infância da Stella se chamava algo parecido com macréu, mencionado em conversas pelo pai e avô holandeses).


Para quem não está familiarizado com a cultura dos países baixos, lá eles comem sua versão do sashimi, isto é, peixe cru em barraquinhas de rua. Normalmente o peixe é o arenque ou o nosso amiguinho citado acima. Obviamente que não íamos deixar de passar pelo restaurante sem provar a iguaria e o Rodrigo fez questão de pedir a versão sashimi (o peixe "tigrado" da foto). Ele comeu e aprovou, já a Stella não conseguiu sequer tomar coragem (a foto é auto-explicativa).


Veredito final: o "rodízio" não fez feio! Se no Canadá o serviço deixava a desejar e a apresentação dos pratos era um pouco "fast food", aqui tanto o atendimento quanto entrega dos pratos não fez feio. Quanto ao sabor, o restaurante atendeu bem tanto nos pratos quentes como sushi e sashimi. Vale lembrar que não é como nos EUA ou Brasil que rola aquela "festa da maionese e cream cheese" por isso, se você for visitar o restaurante, prepare-se para comer como nos "japas tradiça" com os peixes crus sem as firulas que costuma a encontrar por aqui e na América do Norte! ;)

Tot straks!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Delícias da culinária japonesa, você sabe fazer alguma?

Tenho como hobby cozinhar... Para mim é o melhor anti stress do mundo! Sem falar que adoro receber amigos e familiares em casa, oferecendo uma refeição deliciosa e bem servida! Nada como agradar paladar e olhos ao mesmo tempo, não é?

Dia desses, conversando com amigos, falávamos sobre pratos japoneses... Não somente sushi, sashimi mas uma série de outros como os deliciosos bolinhos de polvo, bentôs, fritadas etc. E, nessa conversa, comentávamos sobre a questão de fazê-los ou não em casa.

Como comentei, gosto de testar receitas em casa, então até sushis e sashimis - que são complicadinhos de serem feitos em casa - eu já fiz e servi por aqui. Mas existem outras delícias bem mais práticas de serem feitas.

Nesse espírito de buscar receitas, trombei com um programa de TV japonês que seria bizarro e surreal se não fosse tão didático e oferecesse uma série de receitas tradicionais do país, preparadas de forma fácil e rápida por qualquer um. Por isso, convido vocês a deixarem seus preconceitos de lado e visitarem a página do Cooking with Dog.

Lá, vocês conhecerão o simpático Francis, um poodle (!?) com sotaque inglês um pouco estranho e meio paradão que fica atrás de uma bancada enquanto suas assistentes preparam as gostosuras passo a passo para você copiar na sua casa.

Sim, apesar da estranheza que isso possa causar, você terá a oportunidade de mergulhar nos clássicos da cozinha japonesa, feitos devagar e super explicadinhos para você fazer igualzinho em casa.




Por isso, se você relevar o sotaque, estiver com o inglês em dia e relevar a estranheza do Francis, o tosco lipsync e a música repetida de fundo (sim é a mesma em todos os programas :s) o Cooking with Dog é uma ótima pedida. Certo, Francis?

domingo, 3 de julho de 2011

Já que andamos falando dos hermanos...

Pois é, todo mundo anda de olho na Argentina por conta da Copa América... Cada país torcendo por sua seleção (OK, o Brasil hoje deixou a desejar, mas isso não vem ao caso!) e muita gente visitando Buenos Aires e imediações.

Falando em Argentina e até explicando um pouco da ausência de quase um ano, passei cerca de um ano e meio gerenciando o marketing da mesma empresa aqui e na terra de Maradona. Por conta disso passava pelo menos uma semaninha todo o mês passeando na nação do tango e aproveitando para, entre uma reunião e outra, provar as delícias locais.

Como não podia deixar de ser, não fiquei só nas famosas carnes argentinas e nos tradicionais restaurantes de massas e me aventurei também por restaurantes japas por lá e aqui ficam algumas dicas e impressões! ;)

O primeiro restaurante japonês que visitei por lá foi um em Puerto Madero. Para quem não conhece a Argentina, essa é uma região de restaurantes mais arrumados, um lugar particularmente frequentado muito mais pelos turistas que os locais. O restaurante em questão foi o Sushi Club Puerto Madero.

Lugar estiloso, com uma vista privilegiada e que até permite um clima romântico para um jantar a dois. Não espere cozinha tradicional japonesa, os sushis e sashimis fazem uma linha mais fusion e menos apegada às tradições. Como comentei, o lugar é muito mais focado em te permitir uma experiência premium que efetivamente resgatar culinária oriental tradicional. Bons peixes, preço salgado (como qualquer outro restaurante da região) e porções não muito grandes.

Embora seja uma região bem legal e que valha a visita se você não conhece Buenos Aires, recomendo que você não se atenha somente aos restaurantes desse local. A cidade oferece muitas coisas ainda mais interessantes em bairros não muito distantes dali...

Digo isso porque a melhor experiência em comida japonesa em terras portenhas veio de um restaurante há alguns quilômetros de distância do primeiro, perdido entre ruas apertadas do centro de Buenos Aires, disputando lugar com prédios de escritório, comércio local e lojas para vender artigos para turistas como couro e as famosas blusas de cashmere.

Certa noite, caminhava com um colega de trabalho hospedado no centro e buscávamos um lugar para comer quando nos indicaram uma parada no Irifune, uma casa de comida japonesa mais focada na cozinha tradicional e na experiência próxima à que se espera de um restaurante oriental.

Chegando lá, fomos bem recebidos pelo time de atendimento. Talvez por sermos gringos ou por termos nos declarado fãs da culinária japonesa, não sei exatamente... O que importa é que a partir dali iniciamos uma deliciosa jornada para experimentar o que a casa oferecia de melhor!

Começamos com as entradas que iam do tradicional sunomono, missoshiro e passavam para uma vasilha com sashimi de polvo acompanhado de alga e vegetais, impecável! Na sequencia, bem cortados sashimis de peixe branco, atum e salmão chegaram à mesa. Apesar de saborosos, até aquele momento não haviam surpreendido.

A surpresa estava por vir no momendo dos sushis entre niguiris, rolls, ovas generosas, surgiu a grande vedete do combinado: uma curiosa versão de roll recheado de camarão, com topo de peixe branco coberto com maracujá que, apesar de imprevisível, era delicioso! E vejam que estou falando como uma pessoa que habitualmente não consome peixe branco em combinados de sashimi e que tem um certo preconceito do conceito de rolls, que na América do Norte são uma desculpa para sushis enormes, gordurentos e de sabor artificial.


Pois sim, amigos, tive uma experiência japa maravilhosa nesse restaurante low profile perdido no centro da cidade... Se alguém estiver passeando por Bs As, fica aí uma ótima dica para almoço ou jantar. As porções são caras, mas bem maiores e bem servidas que a so Sushi Club o que, no final, acaba gerando uma refeição de bom custoxbenefício!

Antes de terminar meu post sobre experiências japas na Argentina, fica aqui uma dica que vale para qualquer restaurante de sushi e sashimi que vocês resolvam visitar por lá: se alguém te oferecer gueishas, fique de olho! Principalmente se você não gostar de abacate (como essa que vos escreve... rsrs). Geralmente a geisha é um primo do no yo, mas ao invés de arroz dentro recheia-se esse tipo de sushi com abacate. Há variações com um pouco de arroz, outras com cream cheese, mas as geishas sempre vão trazer consigo o nosso amigo verde, ingrediente do guacamole! :P

Fico por aqui nesse relato internacional do blog. Se alguém tiver mais alguma dica, aceitamos! Hoje, não cuido mais da Argentina, nem viajo mensalmente ao país! Mas numa próxima visita, posso muito bem incluir um japa novo nas aventuras gastronômicas! \o/